Derivas.org
Revista periódica de cariz escutista_
Menu
Quem somos
Estatuto Editorial
.: Edições
Edição actual
Edição 01
Edição 02
Edição 03
Edição 04
Edição 05
Edição 06
Edição 07
Edição 08
 
.: Versões PDF
Edição 01
Edição 02
Edição 03
Edição 04
Edição 05
Edição 06
Edição 07
Edição 08
 
 

Inscreve aqui o teu e-mail para que possamos avisar-te quando sair a próxima edição da Derivas:

WWW.DERIVAS.ORG
   
Derivas.org

Edição 08

Imprimir
www.derivas.org

O que quero da vida?

A semana passada estava à conversa com uma amiga minha e o assunto acabou por ir dar à família. Contou-me ela que dentro em breve vai estar com a sobrinha, rapariga para os seus vinte e um anos, que não via há muito mas com quem falava amiúde pelo telefone. E como a conversa tinha começado por como a vida nos leva para longe do que queríamos aos vinte anos, acabou a contar-me, com mal disfarçado orgulho, como a sobrinha (que é catalã) estava a acabar o curso, tinha feito uma pesquisa nas empresas da sua área profissional, soubera o que era mais procurado e valorizado curricularmente e se tinha candidatado a um estágio que lhe parecera importante (algures na América do Sul); o namorado (que é dinamarquês) já está instalado profissionalmente mas também sente necessidade de aprender mais em algumas áreas do seu mester, pelo que se decidiu a acompanhá-la, matriculando-se num curso pós-graduado nesse país. Planeiam estar por lá um ano, usando os últimos meses para trabalhar voluntariamente numa ONG de protecção às crianças. Depois voltam, instalam-se por sua conta e, depois de começarem a ter rendimentos estáveis, vão criar a sua família.

Apeteceu-me perguntar-lhe “Olha lá, eles são escuteiros?” mas logo me contive. Primeiro, porque se o fossem a minha amiga (escuteira de há muitas eras) já mo teria dito; segundo, porque os PPV não são invenção nem exclusivo nosso; terceiro, porque a situação me pareceu invejável mas nada familiar…
E é aqui que a porca torce o rabo!

A nossa missão de educadores devia obrigatoriamente culminar em jovens adultos que sabem o que querem da vida e que vão à procura disso mesmo, construindo o seu próprio futuro e não se limitando a aceitar o que a vida lhes traga.

Os jovens pioneiros que passam para o Clã deviam trazer já na sua “bagagem genética escutista” a compreensão de que o mundo se muda e se constrói por nossas próprias mãos. Ao aderir ao projecto do Homem Novo deviam (todos!) descobrir que também eles mesmos e a sua própria vida serão aquilo que quiserem. E os restantes quatro anos em Clã deviam ser “apenas” para dar oportunidades de pôr em prática o seu novo Eu, confrontando-os com incongruências entre o que são e o que querem ser, dando-lhes ocasião de exercerem competências, fortificar valores, ajudar-se mutuamente, servir o próximo, construir o seu caminho na vida convergente com o caminho da felicidade.

As “ferramentas” de que dispomos – metodologia da IV, Sistema de Progresso da IV, Sistema de Clãs (o “Sistema de Patrulhas da IV” – não, não existe…), Curso de Chefes de Equipa da IV, CAP da IV – foram desenhadas para e dão resposta a essa finalidade?
O nosso trabalho vai nesse sentido? É isso que fazemos?
São esses os Clãs que temos?

Somos verdadeiramente fontes de Homens Novos?

Neca

WWW.DERIVAS.ORG
   
Derivas.org

Edição 08

Imprimir
 
Copyright
copyright (c) Derivas 2004-2007 - contacto(at)derivas.org