Derivas.org
Revista periódica de cariz escutista_
Menu
Quem somos
Estatuto Editorial
.: Edições
Edição actual
Edição 01
Edição 02
Edição 03
Edição 04
Edição 05
Edição 06
Edição 07
Edição 08
 
.: Versões PDF
Edição 01
Edição 02
Edição 03
Edição 04
Edição 05
Edição 06
Edição 07
Edição 08
 
 

Inscreve aqui o teu e-mail para que possamos avisar-te quando sair a próxima edição da Derivas:

WWW.DERIVAS.ORG
   
Derivas.org

Edição 08

Imprimir
Lista D

Lista D

Produção massiva de recursos pedagógicos

Uma associação de escuteiros, tal como qualquer outra associação, existe para associar um conjunto de pessoas ou grupos de pessoas em torno de objectivos, missões ou gostos comuns. No nosso caso, une-nos o Escutismo.

Contudo, aquilo a que tão vulgarmente chamamos de Escutismo, transcende frequentemente o essencial e estica-se até aos horizontes da política, do exibicionismo e da promoção pessoal. O Escutismo, importa lembrar, resulta do conjunto de actividades e valores em que envolvemos os jovens. E os jovens são envolvidos nos seus Grupos e nas suas Patrulhas, nas suas reuniões, nos seus raides, nos seus acampamentos, nas suas saídas para o campo, nas suas boas acções e no serviço que prestam à comunidade. Não é com um Acampamento Regional ou um Dia de S. Jorge que formamos os jovens e lhes damos a educação informal que o Escutismo é suposto proporcionar.

O Escutismo, o verdadeiro, esse, é o que se vive nos Grupos e nas Patrulhas, semana após semana, mês após mês, ano após ano, num trabalho contínuo. Quer isto dizer que, quando pretendemos devotar energias e atenção à área pedagógica, devemos focar-nos essencialmente no trabalho que é feito pelos Chefes de Unidade com as suas Patrulhas. É aí que deve residir a aposta forte de uma associação que promove a educação.

Assim sendo, e tendo em conta que uma estrutura nacional não pode estar em todos os Grupos a dar ajuda e orientações, parece-nos óbvio que essa mesma estrutura tem que trabalhar para que a ajuda e as orientações possam chegar a quem lida semanalmente com os nossos Escuteiros: o Chefe de Unidade e a sua Equipa de Animação. Isto consegue-se produzindo um vasto leque de recursos pedagógicos, abarcando a maior diversidade possível de frentes em que o Chefe de Unidade trabalha e batalha.

A força humana de um corpo de profissionais a nível nacional não é, contudo, suficiente ou garantia de um trabalho abrangente e de qualidade. Achamos imprescindível que haja esse corpo de profissionais, mas não podemos descurar o gigantesco potencial que representam os milhares de Dirigentes espalhados por todo o país. Estes Dirigentes, voluntários, acumulam:

  • a experiência de vários anos a idealizar, preparar e colocar em prática actividades;
  • a experiência de lidar directamente com crianças e jovens;
  • uma imaginação quase ilimitada;
  • saberes técnicos, práticos e teóricos, relativos ao Método Escutista e a todas as suas vertentes;
  • saberes técnicos, resultantes das suas vidas profissionais.

Esta acumulação de mais-valias para o Movimento e para a associação nunca foi aproveitada, infelizmente. Estes Dirigentes, quando chamados a reunir, seja a nível regional ou nacional, são frequentemente transportados para discussões sem fim e debates sobre o “sexo dos anjos”, dos quais saem desiludidos e baralhados. E desaproveitados.

Não poderia toda esta massa de adultos experientes e sabedores contribuir pujantemente para uma produção massiva de recursos pedagógicos que dotasse todos os Chefes de Unidade e Dirigentes de um leque fantástico de ferramentas, ideias e orientações para o seu trabalho com os jovens? Acreditamos que sim.

Por isso mesmo, parte do trabalho do corpo de profissionais que a nível nacional se encarregariam da área pedagógica, consistiria em convocar, organizar, dinamizar e orientar encontros de Dirigentes, destinados, precisamente, a partilhar ideias, experiências e conhecimentos, para, em resultado, conceberem essa panóplia de recursos pedagógicos para quem trabalha com os jovens, que tanta falta faz a esta associação. O facto de haver profissionais a liderar o processo, seria um garante de que, no final, o resultado desses encontros traduzir-se-ia efectivamente em recursos a disponibilizar e prontos a utilizar, em vez de papéis e documentos engavetados por falta de disponibilidade para os processar, compilar e dar forma.

Estes encontros, em vez de terem um carácter pontual e extraordinário, tornar-se-iam um processo periódico e frequente na associação. “Encontros pedagógicos”, se assim lhe quiséssemos chamar. Grupos de trabalho constituídos em torno de áreas de interesse comuns. Projectos inovadores ou de concretização daquilo de que há muito se anda para fazer mas nunca foi feito. Plataformas de partilha de conhecimentos e ideias na Internet. Livros, manuais, CD’s e DVD’s, fichas técnicas, páginas web, jogos, etc. Nada é demais quando queremos dar o melhor aos nossos jovens.

Introdução | Objectivo de candidatura | Objectivos palpáveis para o mandato
Ideias chave do programa de candidatura | Modelo para a estrutura nacional
Chefe Nacional – o perfil | Modelo para as estruturas regionais | Área Pedagógica
A reorganização territorial do CNE | Produção massiva de recursos pedagógicos
Formação de Dirigentes | Grupo CNE

WWW.DERIVAS.ORG
   
Derivas.org

Edição 08

Imprimir
 
Copyright
copyright (c) Derivas 2004-2007 - contacto(at)derivas.org